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Archive for agosto \30\UTC 2009

Bang Bang, filme de Andrea Tonacci

Bang Bang, filme de Andrea Tonacci

Democratização da Informação. Êita expressão grande. Muito proclamada nos meios acadêmicos e agora praticada às pampas. Graças à ferramenta internet e meia dúzia de desocupados temos acesso a livros, álbuns fora do catálogo. Ah! sem falar nos filminhos raros. Foi no site Making Off que encontrei a liberdade de distribuição. Coisa linda o gesto de oferecer. Atualmente a turma está com dossiê sobre o Cinema Marginal. Troca de figurinhas interessante. São mais de 40 títulos sendo semeados.

Já ouviu falar do filme “HITLER 3º MUNDO“? É de 1968, feito em São Paulo, 90 minutos, em 16mm, p&b. A produção, direção e roteiro é do profeta do Supercaos José Agrippino de Paula. Fotografia: Jorge Bodanzky. Montagem: Rudá de Andrade e Walter Luís Rogério. Cenografia: Sebastião de Souza. Música: Ivan Mariotti e Judimar Ribeiro. Elenco: Jô Soares, José Ramalho, Eugênio Kusnet, Luiz Fernando Rezende, Túlio de Lemos, Sílvia Werneck, Maria Esther Stockler, Ruth Escobar, Jairo Salvini, Danielle Palumbo, Jonas Mello, Carlos Silveira, Fernando Benini, Manoel Domingos.

Jô Soares interpreta um samurai em plena favela.

Jô Soares interpreta um samurai em plena favela.

Esse foi o release feito por Olavo de Campana, Minas Gerais: “Anárquico e Colossal! Uma obra explodindo liberdade. Será que um Hitler conseguiria viver no Terceiro Mundo? Por meio de contrastes severos, um Brasil escondido, pouco falado, mas gritado pelo olho de José Agrippino de Paula em uma 16mm. O progresso pariu a miséria e a aflição? Tudo pela televisão? Falsos profetas aparecerão? Clandestino e surreal, aproveitem esse filme que nunca foi lançado comercialmente, e perceberão uma semelhança aterrorizante com o mundo em que vivem”.

Use o torrent: Hitler.Terceiro.Mundo.1968.DVDRiP.XViD.OvO_Piteca_MKO.torrent

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todos direitos reservados aos corruptos

José Sarney & Justo Veríssimo. Qualquer semelhança é mera coincidência.

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Antonio Carlos Viana por Osvalter Urbinati.

Antonio Carlos Viana por Osvalter Urbinati.

Nunca conheci um escritor pessoalmente. Sempre tive medo de me apaixonar desavergonhadamente. Os livros mudam a gente de uma maneira clandestina. Eles nos estragaram e nos contorcem impunemente. Temo pelo dia que essas letrinhas “em estado de dicionário” não tenham força de nos modificar, deixar tudo inseguro. Por isso respeito alguém que sabe utilizar as palavras. É um poder danado. Faca afiada. Coisa de Narciso.

A primeira vez que vi um da espécie, ao vivo (em carne & osso), foi um rebuliço. Tinha um zilhão de perguntas e acabei fazendo a mais audaciosa. Não que quisesse deixar o cabra sem jeito, mas é que a curiosidade às vezes só quer dar conta das fuleragens. O livro era “Noites Tropicais”. O referido escriba, Nelson Motta.

Desconversou sobre a participação de Jards Macalé na Tropicália. Tido como “Maldito”, Jards Anet da Silva foi mais um dos fantásticos compositores caídos no ostracismo. À época, engoli minha timidez e fui falar com badalado jornalista depois do debate. Lembro dele gentilmente me dizer “Eram tempos difíceis, muita coisa acontecia”. Naquele instante desmistifiquei a idéia do que era ser escritor. Não queria aquilo: fujão e escorregadio.

Nesse mesmo Circuito Banco do Brasil, vi o Professor Mangueira. Êita! Ali sim me deixou alvoroçada. Olhava pra ele e via um menino correndo. Era um piá ligeiro e magrinho, fugido depois do meio do mundo. Ou melhor, era a descoberta ao ver as pernas abertas e de dentro delas brotar a rosa sangreta capaz de mudar o rumo de qualquer abelha. Risos. Tonho tem um jeito tabaréu de ser que me deixava intrigada. Ele parecia gente e que comia muita farinha.

"Todo a cabeça está enferma, e todo coração abatido" Isaías 1,5

"Todo a cabeça está enferma, e todo coração abatido" Isaías 1,5

A sensação permaneceu e o tempo passou. O mundo dá voltas e por recomendação de Dinho (Wedmo Mangueira), li “Cine Privê”. O livro de contos de Antonio (sem acento) Carlos Viana me pegou de nocaute. Era assustador e,agora, urbano. Fui vê-lo prosear mais uma vez. Aguniada e aterrorizada pela (des)infância, (des)amores, (des)encontros nos seus conta-gotas cabralinos. A atmosfera de fim, nojo, cheiro acre & amarelo borravam as idéias ao vê-lo dizer que sofre quando escreve. O magrelo não mede consequências ao ficcionalizar: são doentes, desvalidos, resignados, abusados, roubados, desesperados, perdidos e convincentes.

Leitura pra respirar fundo e desvirginar brutalmente. Ali sabe fazer bem o feitio de incomodar. Parece que nada acontece nos seus escritos. A ação não move seu leitor, sem mudanças e reviravoltas engolimos tudo a seco. Sua narrativa apenas relata de forma impiedosa um trecho, um momento, um ocorrido. Sorte nossa que é conto, gênero que consolida sua narrativa do castigo. Queria ter perguntado quando ele visita W. Faulkner. Provavelmente, ele responderia com o seu risinho acanhado de canto.

Lembro do álbum “Contrastes”, onde Macalé canta que “Existe muita tristeza/ Na rua da Alegria/ Existe muita desordem/ Na rua da Harmonia (…)”.

Ai, ai, Seu Manoel, é mesmo muita porra nesse mundo.

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Teste laboratorial: humor brusckyano

Teste laboratorial: humor brusckyano

Paulo Bruscky foi dessas felizes descobertas. O sentido produzido pelo seu trabalho é retado. Sabe aquela sensação de se sentir virgem? A novidade bole a gente. Ironia, subversão, avesso, metalinguagem.

Por causa dessa experiência me abri para o mundo superoitista.
Turma boa: Jomar Muniz Brito, Daniel Santiago, Fernando Spencer e Ltda. Experimentações pela palavra, pelo suporte, pela idéia.

Para quem mora no Hellcife, vale dar uma passadinha no Mercado da Encruzilhada. Aos sábados, Bruscky sempre aparece por lá pra tomar uns golinhos. Se for, me chame tá!? Depois te empresto o livro da Cristina Freire sobre o artista multimídia. Um estudo de muito fôlego.

*Vitor Braga, como você me ensina…

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